Hormônios Homólogos engordam? Entenda como agem.

Sempre que pensamos em hormônios associamos isso ao aumento de peso. Por isso, acredita-se que hormônios homólogos engordam, quando utilizados para tratamentos com modulação hormonal.

O fato é que, numa determinada fase da vida, a queda na produção de hormônios no corpo humano e suas consequentes as alterações desaceleram o metabolismo.

Tanto em homens quanto em mulheres, a partir dos 30 anos essa mudança começa a ser percebida. A partir daí, é comum ganhar peso quando hábitos alimentares saudáveis e atividade física diária não são praticados.

A ideia de que hormônios homólogos engordam está associada, na verdade, a todo e qualquer tipo de hormônio. Porém, os homólogos são aqueles idênticos aos produzidos pelo nosso organismo.

Outro fator importante a se considerar é o da diferença entre reposição e modulação hormonal. Estas são técnicas diferentes, com funções e resultados distintos.

Nesse artigo, vamos tratar das questões que envolvem a modulação hormonal, sua aplicação na menopausa e as questões ligadas à alteração de peso. Confira!

O que são hormônios homólogos?

Os hormônios homólogos, até então chamados de bioidênticos, são hormônios que possuem a mesma estrutura molecular e química dos que são produzidos pelo organismo humano.

Ainda que sejam provenientes de fontes sintéticas, possuem equivalência de ação/função, e por isso são conhecidos como homólogos, ou seja, “correspondentes”.

Devido a isso, os hormônios homólogos têm ação mais fisiológica e natural dentro do nosso organismo. Portanto, a ideia de que hormônios homólogos engordam deve ser rebatida, já que estas são substâncias exatamente iguais às do corpo humano.

Todavia, mesmo estes hormônios sendo idênticos, deve-se respeitar as dosagens conforme as deficiências e necessidade do paciente, para que sua ação seja precisa e correlata.

Diferença entre Reposição e Modulação Hormonal

É muito comum que se confunda reposição com modulação hormonal. Contudo, há uma diferença bastante grande entre as duas técnicas.

Quando falamos em reposição hormonal, nos referimos apenas a repor os hormônios que encontram-se deficientes no organismo, para que se mantenham em um nível normal, porém compatível com a idade atual do paciente.

Esta reposição é feita através de medicamentos que possuem efeito hormonal semelhante aos da progesterona e estradiol, por exemplo.

Já no caso da modulação hormonal, são utilizados hormônios com estrutura molecular igual aos produzidos pelo organismo, e por isso chamamos de hormônios homólogos.

Desse modo, a resposta é mais fisiológica, e é possível avaliar o equilíbrio entre todos os hormônios presentes no corpo.

Então, a modulação é realizada para que se atinjam os níveis hormonais de um indivíduo jovem ou em fase inicial da vida adulta.

A modulação hormonal traz benefício para aqueles que buscam melhorar aspectos físicos, mentais e intelectuais.

Por exemplo, sensações de cansaço físico e mental, desmotivação, falta de apetite sexual, distúrbios na memória, podem ser sanados ou diminuídos pela modulação através dos hormônios homólogos.

No entanto, vale ressaltar a importância de aliar o trabalho de nivelamento hormonal a uma dieta balanceada e à prática constante de atividades físicas.

Como sabemos, não existem milagres em nenhum tipo de tratamento de saúde.

Hormônios homólogos e menopausa

Em homens e mulheres, a partir dos 35 anos, a produção hormonal começa a sofrer alterações. No entanto, a queda na produção dos mais variados tipos de hormônio ocorre de forma mais acentuada por volta dos 50 anos. É nesse período que se iniciam a menopausa e a andropausa.

Contudo, estas são fases relacionadas especificamente aos hormônios sexuais: testosterona, progesterona e estrogênio. A partir de então surge a ideia da reposição hormonal, e com ela todas as dúvidas e mitos relacionados ao assunto.

Como tratamos anteriormente, existem diferenças significativas entre reposição e modulação hormonal, sendo recomendada em várias fases da vida, inclusive.

Mas a principal preocupação, com certeza, está relacionada ao aumento de peso. Este já é um fato recorrente, mas que acontece independente do uso de hormônios ou não.

O maior equívoco, entretanto, está na afirmação de que hormônios homólogos engordam. O que engorda, de fato, é o metabolismo lento pela carência dos hormônios naturais.

Nesse caso, é comum ocorrer o aumento da gordura abdominal e uma perda de massa magra. Todavia, não existem estudos que comprovam que hormônios homólogos engordam, tampouco a relação do ganho de peso com a modulação hormonal.

É importante saber que a idade traz consigo as alterações metabólicas, com diminuição do tecido muscular e dos níveis de energia, e estes são fatores que podem contribuir para o aumento de peso.

Da mesma forma, as mudanças nos níveis hormonais decorrentes da menopausa, por exemplo, também trazem uma série de outros problemas.

Para citar alguns, temos: enfraquecimento dos ossos, irritabilidade, perda do entusiasmo, falta de energia, diminuição da libido, entre outros.

Quais as relações hormonais em mulheres?

A maioria dos hormônios presentes no corpo humano é produzida igualmente em homens e mulheres. Contudo, em relação ao sistema reprodutor, principalmente, existem hormônios que, mesmo estando presentes em ambos os sexos, desempenham funções específicas em cada um.

No caso do estrogênio, a produção desse hormônio tem início na adolescência. A partir daí aparecem os primeiros sinais sexuais na mulher. Essa produção dura até a menopausa, quando ocorre então uma queda brusca do estrogênio.

Por conta disso, surgem as ondas de calor, e há uma tendência maior à depressão e perda de memória. A lubrificação vaginal também diminui, assim como o brilho da pele e a libido.

Por ser estimulante do crescimento dos ossos na adolescência e fortalecimento ósseo na idade adulta, sua queda no organismo também abre caminho para a osteoporose.

De alguma forma, esta diminuição na produção do hormônio estrogênio causa uma espécie de redistribuição da gordura corporal, que acaba por se concentrar em partes de característica mais masculina, como o abdome.

Inclusive, este hormônio também está presente no organismo do homem, porém os níveis de estrogênios são menores e mais estáveis durante toda a fase adulta.

Já o hormônio progesterona também é conhecido como o “hormônio do bem estar”. No corpo, a progesterona é produzida principalmente nos ovários, testículos e adrenais em ambos os sexos.

Nas mulheres, esse hormônio atua nos aspectos físicos e emocionais. Na parte emocional, leva a mulher a um estado mental de relaxamento, deixando mais calma e sociável.

Fisicamente, aumenta a densidade óssea, prevenindo a osteoporose, e é também um diurético natural.

O equilíbrio entre o estrogênio e a progesterona é extremamente fundamental na modulação hormonal feminina.

Afinal, hormônios homólogos engordam?

A grande dúvida em torno da modulação ou da reposição hormonal é saber se hormônios homólogos engordam ou não.

Como já citado anteriormente, o fato de que os homólogos são correspondentes aos produzidos pelo nosso organismo já desmistifica essa afirmação.

O que pode ocorrer, de fato, é um tratamento feito de maneira incorreta, com super dosagem hormonal. Isso acarreta em disfunções metabólicas ainda maiores.

Nesse caso, pode sim haver um ganho de peso. Porém, isso depende mais do profissional que realiza o procedimento do que da substância que é aplicada.

Sendo assim, é de extrema importância que o paciente decidido a realizar um tratamento de modulação hormonal homóloga pesquise bastante. Procurar profissionais de saúde altamente capacitados para realizar o procedimento é fundamental para o sucesso do tratamento.

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